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“Sobre um sentir insurgente” – Oficina gratuita com Ana Lira

Acontece
De 28.05 a 25.06.2018

INSCRIÇÕES ENCERRADAS!

Arte e Ativismo na América Latina – ano III (2018)

Artista proponente: Ana Lira (artista selecionada para a 3ª edição do projeto Arte e Ativismo na América Latina, atualmente em residência na Despina)

Este grupo de estudo e articulação coletiva tem o objetivo de mobilizar discussões e produções materiais, discursivas e simbólicas acerca das ações coletivas e insurgentes que estamos vivenciando no Brasil atualmente. Existem conexões para além de um sentir insurgente?

A formação vai reunir atividades de estudos/discussão/experimentação e um ateliê aberto para produção de materiais. O desejo é elaborar uma série de dispositivos de ativação coletiva com o intuito de promover reflexões, materiais e publicações que ajudem a construir ações artísticas que podem ser ativadas tanto durante quanto no final da residência, como parte integrante da pesquisa desenvolvida no projeto Arte e Ativismo.

A proposição é que os encontros ocorram todas as segundas-feiras, entre 28 de maio a 25 de junho, das 18h às 21h.

As atividades são gratuitas e abertas a todxs os interessados pelo tema: estudantes, pesquisadores, trabalhadores da cultura e de outras áreas, ativistas, e participantes de coletivos e da sociedade civil organizada. O importante deste projeto é que tenhamos um grupo disposto a construir uma conexão durante 5 encontros, de 3h de duração.

Encontro I

Estamos realmente juntos?

O primeiro encontro tem o intuito de trabalhar as conexões, sutilezas e diferenças entre os movimentos e as movimentações da sociedade civil organizada por transformações sociais e garantia de direitos, bem como pensar quais as relações possíveis e quais as diferenças destas novas insurgências o histórico tradicional de mobilizações no país.

Encontro II

O que dizem de nós estas bandeiras?

O segundo encontro propõe uma reflexão sobre a materialidade das ações e movimentos cotidianas. Como transformamos desejos em elementos visíveis, que passam a falar junto conosco no espaço público e no imaginário coletivo?

Encontro III

Como insurgência se conecta com o sensível?

O terceiro encontro convida os participantes a dialogar sobre as interseções do insurgente com o sentir e a construir traçados sobre outros caminhos de se atuar no discurso simbólico.

Encontros IV e V (18 e 25 junho)

Estes dois encontros serão ateliês de produção coletiva bem como espaço para produzir ações a serem realizadas no Rio de Janeiro pelo grupo na semana final da residência.

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Sobre a artista proponente

Ana Lira é uma artista e ativista brasileira que vive e trabalha em Recife (Pernambuco). As suas experiências artísticas buscam discutir vivências políticas e ações coletivas como processos de mediação. Relações de poder e implicações nas dinâmicas de comunicação estão entre os seus principais interesses no desenvolvimento de projetos, que articulam narrativas visuais, material de imprensa, mídias impressas e publicações independentes. É especialista em Teoria e Crítica de Cultura e, nos últimos anos, também desenvolveu trabalhos independentes de pesquisa, curadoria, além de projetos educacionais articulados com projetos visuais. Participou de mais de sete coletivos durante duas décadas. É articuladora dos projetos educacionais Cidades Visuais, Entre-Frestas e Circuitos Possíveis, este último relacionado à elaboração de fotolivros e fotozines. Recebeu o Prêmio Funarte Arte Contemporânea 2015 pela exposição Não-Dito, que foi apresentada no MABEU/CCBEU em Belém (2017) e no Capibaribe Centro da Imagem, em Recife (2015). É autora do livro Voto, publicado pela editora independente Pingado Prés, em 2014 (1ª ed.) e 2015 (2ª ed. – traduzida), que hoje integra o acervo da Pinacoteca de São Paulo e a coleção de fotolivros do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, no Museu da UFPA (Belém do Pará). Também é pesquisadora em projetos audiovisuais – atualmente está iniciando uma pesquisa para o projeto Terrane, uma narrativa visual sobre as mulheres pedreiras do semiárido brasileiro, a partir da experiência da Casa da Mulher do Nordeste. Durante a sua residência na Despina, como parte das ações e atividades do terceiro ano do projeto “Arte e Ativismo na América Latina”, Ana pretende investigar as relações e dinâmicas entre visibilidade e poder, por meio do mapeamento de saberes e compartilhamento de informações-em-cultura que não passam pelos grandes circuitos de comunicação.

Serviço

O quê: Oficina gratuita – “Sobre um sentir insurgente”
Onde: Despina (Rua do Senado, 271 – Centro)
Quando: Todas as segundas, entre 28 de maio e 25 de junho
Horário: das 18:00 às 21:00
Vagas: 20
Faixa etária: a partir de 15 anos, mas mãe com crianças pequenas podem participar
Como se inscrever: enviar até o dia 23 de maio um email para arteativismo@despina.org com o título “Inscrição Insurgências” + nome completo e telefone para contato, além de uma carta de desejos que pode ser escrita, em áudio, em vídeo ou fotografia. Esta carta deve trazer uma proposição à questão: como viver pode ser um ato político? 

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por Frederico Pellachin