Como apoiar

A DESPINA é uma associação cultural sem fins lucrativos mantida através de diversas ações, editais e parcerias institucionais com organizações internacionais como Prince Claus Fund e British Council.

Em 2019 inscrevemos na Lei Federal de Incentivo à Cultura o projeto GIRO, um programa de residências para artistas e curadores brasileiros de todas as regiões do país.

Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem destinar parte de seus impostos para viabilizar projetos como GIRO através das leis de incentivo, com dedução ou restituição integral da doação no IR.

O processo de doação é simples!
1 – Basta depositar o valor desejado até o último dia útil do ano na conta do projeto, aberta e supervisionada pelo Ministério da Cidadania. Informe o interesse e valor da doação pelo e-mail apoie@despina.org Todos os valores são bem-vindos. A DESPINA irá enviar o número da conta para depósito;
2 – Uma vez realizado o depósito, a DESPINA irá emitir um recibo. Esse documento servirá como comprovante para que se concretize a desoneração fiscal;
3 – A própria declaração completa do IR apresenta um item especial para que doações efetuadas sejam informadas. Esse ressarcimento será concretizado integralmente no ano seguinte — seja como restituição, seja como abatimento do valor a ser pago pelo imposto;
4 – Pessoa Física pode doar até 6% do imposto devido e receber o valor doado como dedução ou restituição;
5 – Pessoa Jurídica de lucro real pode aportar até 4% do imposto devido e receber o valor como restituição.

PS: As doações devem ser realizadas até o último dia útil de 2019

DÚVIDAS?? Escreva para apoie@despina.org

Sobre o Giro

O Programa de Residências Giro é um projeto de formação e suporte no campo das artes desenhado para visibilidade, capacitação e auto-representação de artistas e curadores brasileiros de todas as regiões do país.

O projeto consiste em um programa de residências na DESPINA estruturado em 6 ciclos de um mês de duração, onde 12 residentes (2 a cada ciclo), selecionados por convocatória aberta e comitê de seleção, farão parte de um programa que inclui verba de manutenção e produção, ateliê, encontros individuais com curadores e pesquisadores convidados, encontros semanais de acompanhamento dos projetos, passagem e hospedagem. Cada residente também receberá um texto crítico sobre as suas práticas, escrito por um dos curadores participantes.

O programa Giro também propõe uma agenda pública que abarca oficinas, encontros abertos sobre portfólios e processos de pesquisas dos selecionados, cineclubes, debates e performances. Esta programação será montada conjuntamente com os residentes. Cada ciclo se encerra com um evento expositivo para apresentar os processos/resultados de pesquisas ao público.

Por que apoiar

Em janeiro de 2020 a DESPINA completa sete anos de atividade. Manter um espaço independente atuante no país é historicamente um desafio, ainda mais precarizado na atualidade pela ausência de políticas públicas para a cultura.

Além de exposições, oficinas, cine clubes, conversas e noites de performances, sempre mantivemos ativo e vibrante um programa de residências para artistas e curadores que busca encorajar a troca de ideias e instigar a experimentação de práticas, conceitos, poéticas e materiais.

Acreditamos muito na força destes deslocamentos. Mais do que oportunidades pessoais de deslocamento para outra temporalidade, as residências artísticas são janelas para a construção de novas narrativas não só na arte mas também geopolíticas. Essas aberturas, entretanto, dependem da construção de programas e oportunidades inclusivos e contínuos, capazes de transformar mobilidade em desterritorialização, e produção material em reflexão intelectual.

Ao longo destes quase sete anos de atuação, já recebemos cerca de 120 artistas e curadores no programa de residências DESPINA. Na nossa trajetória percebemos que, demarcado pelo capital, pelas fronteiras e pela natureza dos financiamentos, o desenho dos corpos que podem se propor a esses deslocamentos e construções é excludente: cerca de 85% dos artistas são Europeus ou Norte Americanos.

Mais do que uma dívida social, este processo de apagamento produz uma lacuna na produção cultural e intelectual contemporânea. Por essa razão, nos lançamos ao desafio de desenvolver projetos que sejam ativamente formadores e plurais e abarquem também artistas com perfis sub-representados no sistema da arte.

O programa GIRO foi pensado para construir uma ponte sobre esta lacuna. É latente a necessidade de criar mecanismos para que mais artistas brasileiros possam explorar suas potências e romper a barreira de radical desigualdade no acesso às estruturas que permitem a locomoção, a ocupação de espaços e a inserção no campo da arte.