Mégane Voghell

Artistas em Residência
01.11.2019 - 30.11.2019

Vive e trabalha em Montreal, Canadá. Seu interesse está nas muitas maneiras pelas quais o mundo pode ser vivenciado na ausência de um corpo físico. Por meio de instalação, correspondência (textual), desenho e vídeo, seu trabalho questiona os binarismos transcendência / imanência; real / virtual.

Através de dispositivos – tangíveis e intangíveis – Voghell utiliza uma mitologia pessoal que aponta para uma experiência além-mundo, mas que é extraída de uma temática muito real. Seu trabalho emerge do desejo de definir as peculiaridades das forças elementares e fenomenológicas ao nosso redor para melhor manipulá-las e reinventá-las.

Seu trabalho tem sido apresentado em festivais e várias exposições coletivas e individuais, incluindo “harbinger”, no espaço de arte Eastern Bloc (2015); no FME, em Rouyn-Noranda (Center l’Écart, 2015); no Centro de Arte Le Lobe, em Chicoutimi (2016); na Feira Paris Variation (2017); e mais recentemente na Galeria Calaboose, em Pointe-Saint-Charles (2019) e Galeria Vicki, em Newburgh (2019). Seu trabalho já foi incluído em algumas publicações, tais como Nut II, ETC MEDIA e Cigale. Também foi curadora do evento “Episode Laurier”, em junho de 2018.

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O centro de arte contemporânea Diagonale e o Conseil des Arts de Montréal, em parceria com a Despina, contemplaram Mégane Voghell com uma bolsa integral para participar do nosso programa de residências em novembro.

O projeto que a artista pretende desenvolver no Rio durante esse período apresenta o fio como matéria e como noção conceitual. Considerando a inegável importância do fio (e do têxtil em geral) como ferramentas para a construção de laços entre mulheres ao longo da história, a ideia é destacar este potencial relacional de maneira prática e reflexiva. Mais precisamente, o projeto extrai suas fontes de um site on-line de relacionamento entre duas jovens – a artista, ela mesma, residente em Montreal (Canadá) e “X”, brasileira residente em Limoeiro, Pernambuco (Brasil) – e busca selar uma resolução recuperando traços do desenrolar dessa relação no tempo.

O fio da conversa, assim como o fio da costura, tem um potencial para ser esticado, para vincular elementos, para criar unidade ou ruptura. Ambos os fios agem como ligações sutis, mas também vão criando ativamente um objeto ou um assunto maior que os mantêm juntos. Nesse contexto, peças de roupas ou um relacionamento entre dois indivíduos são resultados desses fios que os contêm através do tempo e do espaço. A história a ser investigada durante a residência de Voghell na Despina é a dessa relação mencionada acima, mas também pode ser a de uma peça mal costurada e cheia de furos, resultado da falta de tempo e espaço.

Mais informações
www.meganevoghell.com

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Galeria de Fotos
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