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Liana Nigri

Artistas em residência
01.09.2016 - 30.11.2016

Artista brasileira cuja prática está centrada na bio-arte, mais especificamente na intersecção entre arte e botânica. Durante os últimos 11 anos, Liana trabalha como designer de superfície – tendo concluído seu mestrado em Textile Futures, na Central Saint Martins, University of the Arts, em Londres – Reino Unido.

Mora em Nova Iorque há quatro anos, onde teve a oportunidade de participar de sua primeira residência artística na SVA (School of Visual Arts). Durante este período, dedicou-se ao projeto “Afterlife”, que vem se desdobrando em três séries: microscópio, espécies raras e folhas duráveis.

Através de fotografias microscópicas, a artista procura expor as transições que ocorrem no reino da flora, por meio de atributos como brilho, maciez e saturação e de que forma estas condições se alteram repentinamente em opacidade e rigidez. Este registro tem início a partir de materiais orgânicos frescos e segue o seu caminho através do processo de definhamento – cada etapa é capturada minuciosamente.

Em suas instalações, Liana busca testar a fragilidade das superfícies das flores. Utilizando suas carcaças, ela cria esculturas que remetem o espectador à expressão memento mori. Seu trabalho tem a intenção de transformar a dor e a melancolia relacionadas à morte em uma nova percepção de beleza, atribuindo novos elementos e sensações para o tema. Como essa estrutura frágil pode facilmente se quebrar, Liana utiliza a ilustração botânica, como nos velhos tempos, como uma ferramenta importante para auxiliar o registro e a identificação de novas espécies.

Como designer de superfície, seu primeiro instinto é produzir memórias visuais e táteis. Em 2015, começou a explorar um novo material celular produzido por bactérias inofensivas chamado “scoby”. Esta espécie orgânica lhe deu a oportunidade de criar um novo tecido, imortalizando certas texturas e formas das plantas.

Seja através da fotografia, desenho ou instalação, o trabalho de Liana é todo inspirado em elementos da natureza versus as ideias de passagem do tempo e impermanência. Sua pesquisa consiste em observar as mudanças que acontecem na superfície de flores e plantas ao longo das suas várias etapas da vida e de que forma esta decomposição pode revelar uma beleza onde muitos não podem enxergá-la.

Mais informações
http://liananigri-art.com/

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