haidar_profile2

Haidar Mahdi

Artistas em residência
01.01.2018 - 31.03.2018

Vive e trabalha em Estocolmo, Suécia. Graduado em Konstfack, com mestrado na Royal Academy of Fine Arts de Estocolmo. A prática de Haidar traz a marca do seu multiculturalismo (mãe polonesa, pai iraquiano), que se manifesta através de um amplo interesse em uma diversidade de materiais e técnicas, principalmente a argila e a cerâmica. Seus objetos e esculturas zombam do pomposo e do opulento e beiram o kitsch. Reunir materiais “baratos” que imitam objetos reais também tornou-se parte do seu processo. Durante a sua residência de três meses na Despina, o artista pesquisou novos materiais e novas formas de combiná-los.

A residência de Haidar Mahdi na Despina contou com o apoio do fundo internacional para artistas visuais da Iaspis (www.konstnarsnamnden.se)

Mais informações
webiste: www.haidarmahdi.tumblr.com
instagram: @mahdihaidar

Texto curatorial
por Raphael Fonseca

O uso da cerâmica, da cor e de uma linguagem visual próxima ao kitsch caracteriza grande parte da pesquisa de Haidar Mahdi até agora. Sua vinda ao Brasil, curiosamente, o levou a respostas opostas a esse percurso. No lugar de explorar a tropicalidade e o cromatismo muitas vezes associado de maneira cliché a certas concepções da brasilidade, o artista desenvolveu obras com caráter industrial e com repetição de cores pretas e metálicas. Com o olhar atento a padrões geométricos encontrados em tetos de edifícios e igrejas, Mahdi criou peças feitas com couro e metal em que essas estruturas geométricas são centrais e se apresentam ao público como imagens no limite entre a escultura e a fruição bidimensional. Mais próximos da música eletrônica e do sadomasoquismo do que do samba, são obras que apontam para outras camadas em sua pesquisa e que contrastam de maneira interessante com suas peças anteriores. Silêncio e simetria são seus protagonistas – ao menos por agora.

Captação e edição: Frederico Pellachin
Música: “Metal on Metal” (Kraftwerk, 1977)

Galeria de Fotos (navegue pelas setas na horizontal)
(por Frederico Pellachin)