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Arte e Ativismo na América Latina – ano I (2016)

Projetos
Ano I - 2016

ARTE E ATIVISMO NA AMÉRICA LATINA é um projeto da Despina, realizado em parceria com a organização holandesa Prince Claus Fund, que se estende por três anos (2016, 2017 e 2018).

A cada ano, um tema norteia uma série de ações que incluem ocupações, workshops, conversas, projeções de filmes, exposições, encontros públicos com nomes importantes do pensamento artístico contemporâneo e um programa de residências artísticas.

Nesta primeira edição (2016), o tema girou em torno das diversas noções de espaço público, real ou virtual: como uma arena política onde debates, protestos e demandas emergem e ganham forma; como o ambiente onde diferentes culturas e classes sociais co-existem e colidem; como uma zona livre para lazer e expressão criativa; como o lugar onde as crenças pessoais e coletivas podem ser expressas e ouvidas pelas massas; como um espaço onde o conhecimento e a informação podem ser trocados; como um domínio onde os direitos civis e individuais são submetidos às sociedades disciplinar e de controle; ou mesmo como um território para a resistência cultural, no qual as comunidades devem ter acesso aos meios e infra-estrutura para o auto-desenvolvimento e auto-organização.

A fim de promover um debate aprofundado sobre o tema, e para desenvolver uma série de ações públicas que buscassem desafiar a própria compreensão e uso do espaço público, selecionamos artistas e ativistas cujas práticas estão situadas nas fronteiras entre arte e política. Igualmente, nos interessamos por práticas que desafiam o papel das instituições políticas e culturais, no que tange à subversão da ideia da obra de arte como necessariamente uma construção da cultura material destinada a durar e para ser exibida em espaços de arte formais. Além disso, buscamos artistas e ativistas que têm uma trajetória profissional de engajamento social, defendendo valores democráticos, transgressores e multiculturais através da arte e modos de ação coletiva.

Os artistas selecionados para participar da residência em 2016 foram: Crack Rodriguez (El Salvador), Jesus Bubu Negrón (Porto Rico) e Luciana Magno (Brasil).

Uma série de eventos públicos aconteceu simultaneamente ao período da residência, com a participação de Tania Bruguera, Pablo León de la Barra, Roberto Jacoby e Suely Rolnik.

Os custos de participação dos artistas e convidados foram totalmente cobertos pelo Prince Claus Fund como parte de seu Network Partnership Programme, do qual Despina faz parte.

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PROGRAMAÇÃO

16 de setembro (20hs)
Conversa com a psicanalista e crítica cultural SUELY ROLNIK (assista à esta conversa no vídeo a seguir)

29 de setembro (20hs)
Conversa com o artista argentino ROBERTO JACOBY

de 17 a 21 de outubro
Workshops gratuitos

21 de outubro (18hs)
Conferência ARTE E ATIVISMO NA AMÉRICA LATINA na Casa França-Brasil
(em parceria com o Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ)

18 de outubro (20hs)
Conversa com TANIA BRUGUERA e PABLO LEÓN DE LA BARRA

28 de outubro (19hs)
Abertura da exposição do projeto com os artistas CRACK RODRIGUEZ, LUCIANA MAGNO e JESUS BUBU NEGRÓN. Clique aqui e acompanhe a cobertura desse evento.

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SOBRE OS ARTISTAS

Crack Rodriguez (1980) vive e trabalha em San Salvador, El Salvador. A sua prática e suas ações estão intimamente relacionadas com o contexto social e com a cultura popular, por onde ele constrói laços fortes com o público, que muitas vezes se torna elemento ativo e catalisador de suas obras no âmbito público.

É membro da “The Fire Theory”, em San Salvador. Em 2014, foi indicado ao prêmio “Emerging Artists Grant MISOL” – Fundação MISOL, Bogotá, Colômbia. Já foi membro da Summer Akademy Paul Klee (curadoria: Hassan Khan), em Berna, Suíça. Tem participado de várias exposições e projetos coletivos, entre eles: “Curating Agency” e “Agency for Spiritual Guest Work”, com curadoria de Anne Marca Galvez; “From the Tangible to the Intangible”, 4th Edition Nomadic Centro de Arte Contemporânea “Tropical Interzone” e “The Virtual Residency Programme”, em Zurique, Suíça; “Relocating SAL”, com curadoria de Claire Breukel e Lucas Arevalo, na Ernst Hilger Gallery, em Viena, Áustria; “Peripheral Spectacular”, com curadoria de Eder Castillo, na Cidade do México e “Poporopo Project”, na Cidade da Guatemala e la-embajada.org.; “Documenting Memory”, Art Center / South Florida (EUA); Performance Festival – acciones en el espacio publico, em Tegucigalpa, Honduras; “Landings 5”, Art Museum of the Americas, em Washington (EUA); “Landings 6 and 7”, Haydee Santamaria Gallery, Casa de las Americas, em Havana, Cuba; “Landings 8”, Taipei Fine Arts Museum, em Taipei, Taiwan. Exposições e projetos individuais incluem: “Circunstancias de los restos”, Lokkus Arte Contemporáneo, em Medellin, Colombia; “Neutropolitan Attack” Arts Festival Eclética, FEA, em El Salvador.

Mais informações
http://thefiretheory.org/crackrodriguez/

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Jesus Bubu Negrón (1975) vive e trabalha em San Juan, Porto Rico. Seu trabalho é caracterizado por intervenções mínimas, pela recontextualização de objetos do cotidiano e por uma aproximação relacional com a produção artística como uma ação reveladora de proporções históricas, sociais e econômicas. Negrón vive no bairro de Puerta de Tierra, na capital de Porto Rico, San Juan, onde é parte da Brigada PDT, uma organização comunitária voltada para a preservação e bem-estar do bairro, da sua história e do seu povo.

Após a conclusão da sua primeira residência artística na M & M Proyectos em 2002, em Porto Rico, o trabalho de Negrón passou a circular em galerias e instituições ao redor do mundo,  em exposições individuais  e coletivas. Algumas de suas colaborações mais notáveis ​​incluem: Abubuya Km0 project, organizado pela Kiosko Galeria, Bolívia; The Obscenity of theJungle, em parceria com Proyectos Ultravioleta para a SWAB Barcelona, Espanha (2013); 1ª Bienal Tropical, em Puerto Rico (2011), onde foi premiado com o “Abacaxi de Ouro” – melhor artista; Interpretation of the Sonetode las estrella (curadoria: Taiyana Pimentel), na Sala de Arte Público Siqueiros, Mexico (2013); Trienal Poligráfica (curadoria: Adriano Pedrosa, Julieta González e Jens Hoffmann), em Puerto Rico (2009); Sharjah Biennial (curadoria: Mohammed Kazem, Eva Scharrer e Jonathan Watkins), em Sharjah, Emirados Árabes Unidos (2007); Whitney Biennial (curadoria: Chrissie Iles e Phillipe Vergne), em Nova York (2006);  T1 Torino Trienale (curadoria: Francesco Bonami e Carolyn Christov–Bakargiev), Itália (2005) e Tropical Abstraction (curadoria: Ross Gortzak), no Museu Steidelijk Bureau, em Amsterdam (2005).

Seu trabalho tem sido mencionado em grandes publicações como o Flash Art, New York Times, Journal des Arts, LA Times, The Art Newspaper, Art Nexus, Frieze, entre outros.

Mais informações
http://www.jesusbubunegron.com/

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Luciana Magno (1987) vive e trabalha entre Belém e Fortaleza, Brasil. Graduada em artes visuais e tecnologia da imagem pela Universidade da Amazônia, Belém, e mestre em artes pela Universidade Federal do Pará, na mesma cidade. Trabalha com performance, frequentemente direcionada para fotografia e vídeo, objeto e website. Com uma pesquisa focada no corpo e em ações performáticas, a artista tem se dedicado a questões políticas, sociais e antropológicas, relacionadas ao impacto do desenvolvimento da região amazônica. A integração do corpo à paisagem e ao entorno é um elemento determinante e recorrente no seu trabalho. Suas obras já foram exibidas no Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza (2014); no Arte Pará, Museu de Arte do Estado do Pará, Belém (2014), onde foi artista premiada e no Museu de Arte do Rio de Janeiro (2013). Foi ganhadora da 10ª edição do Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais com o projeto “Telefone Sem Fio”, que cruzou o país do Oiapoque ao Chuí por rodovias e hidrovias, a partir do qual se constituiu um arquivo de vídeo e áudio acerca da diversidade cultural, histórica e geográfica do Brasil.

Mais informações
http://www.lucianamagno.com

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GALERIA DE FOTOS (Navegue pelas setas na horizontal)
Fotos: Frederico Pellachin, Consuelo Bassanesi e Thiago Pozes

 


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ARTE E ATIVISMO NA AMÉRICA LATINA

Concepção e Direção: Consuelo Bassanesi
Suporte Curatorial: Bernardo José de Souza
Acompanhamento de Projetos: Pablo Ferretti
Produção e Comunicação (fotos, website e redes sociais): Frederico Pellachin
Assessoria de Imprensa: Rafael Millon
Gestão Financeira e Jurídica: Clarice Goulart Correa
Comitê de Seleção: Consuelo Bassanesi, Bernardo José de Souza e Pablo León de la Barra
Agradecimentos: Leila Lak, Bertan Selim, Pablo León de la Barra, Bernardo Mosqueira e Helena Celestino

 

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