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Andrea Ferrero

Artistas em Residência
01.10.2016 - 31.10.2016

Vive e trabalha em Lima, Peru. Licenciada em Belas Artes, com especialização em Escultura na Pontifícia Universidade Católica do Peru. Em 2015, foi contemplada com uma menção honrosa no Prêmio Internacional da Crítica. Andrea tem participado de exposições coletivas e vários outros projetos, entre eles, mais recentemente: a concepção da peça “Naked Eye” para o Festival de Teatro de York, em Toronto, Canadá (2013); a exposição Art Laguna Prize, na Veneza Arsennale, em Veneza (2016) e a mostra coletiva “Error 404 | Não encontrado”, na Galeria Rottenslat, em Lima, Peru. Além da residência na Despina, alguns de seus próximos projetos incluem uma primeira exposição individual na Galeria Rottenslat, no Peru, e a participação na MANA Residency | FUGAZ @ MANA, em Nova Jersey, EUA. Andrea é representada pela Galeria Rottenslat, com sede em Lima, Peru.

Sua prática artística está diretamente relacionada com o corpo humano e a maneira como seus resíduos e fragmentos estão vinculados à arquitetura. Também a história e a memória permeiam seu trabalho, tendo em vista a ocorrência e a materialização destes dois temas na superfície de espaços inabitados. Atualmente, Andrea tem se dedicado ao projeto “Espacios Despellejados”, que busca explorar a relação entre corpo, espaço e memória, bem como a justaposição entre o espaço e os organismos que o habitam, permitindo a construção de um “mapa de memória” autobiográfico dos nossos corpos. Neste contexto, a investigação da artista aponta que os espaços inabitados podem carregar as mesmas marcas, impressões, sinais ou traços de memória que um corpo carrega. Surge, desta maneira, uma pele híbrida, uma confluência corpo-espaço na forma de instalações em grande escala, que representam uma memória espacial frágil e instável.

Mais recentemente, o foco de Andrea está nos locais abandonados e nos espaços atemporais escondidos entre o progresso e a decadência; passado e presente. Seus projetos atuais visam explorar questões sociais e culturais evidenciadas e reforçadas pelos lugares; monumentos poéticos ao fracasso que trazem uma beleza quase fantasmagórica, atemporal e surreal – espaços “invadidos” e (re)habitados por corpos que os reapropriam, não só em termos de estrutura, mas em termos de história e memória. Mesmo revitalizados, estes espaços ainda não conseguem escapar da sua própria realidade e infinitude.

Durante a sua participação no Programa de Residências Despina, a artista pretende investigar os edifícios abandonados e as ideias modernistas utópicas concebidas para uma cidade que já se provara impossível de construir, questionando o que [e se] estes valores refletem não só sobre a atualidade do Rio de Janeiro mas também sobre a história, a cultura e a sociedade brasileiras.

Mais informações
www.andreaferreropizarro.com
aferrero.p@gmail.com

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