Romy Pocztaruk

Artistas em Residência
01.07.2017 - 31.07.2017

Vive e trabalha em Porto Alegre, Brasil.
 É mestre em Poéticas Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Seu trabalho lida com simulações e com a posição a partir da qual o artista interage com diferentes lugares, e com as relações possíveis a partir do cruzamento de diferentes campos e disciplinas (como ciência e comunicação) com o campo da arte, gerando resultados poéticos em diferentes meios e suportes.

Realizou exposições individuais no CDF Centro de Fotografia de Montevideo (2016), Centro Cultural São Paulo (2015), SIM Galeria (2014), Galeria Gestual (2014) e Instituto Goethe de Porto Alegre (2013). Entre as principais mostras coletivas das quais participou estão: Uma coleção particular (2015), Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; Telón De Fondo (2015), Backroom Caracas (em colaboraçao com a  Fundação Cisneros), Venezuela; 31ª Bienal de São Paulo (2014); BRICS (2014), Oi Futuro Flamengo, Rio de Janeiro, Brasil; Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais (2011-13), Itaú Cultural, São Paulo/Rio de Janeiro/Goiânia, Brasil; 9ª Bienal do Mercosul (2013), Porto Alegre, Brasil; Region 0 – The Latino Video Art Festival of New York (2013), Nova York; 64º Salão Paranaense (2012),  Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba, Brasil; Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia (2012), Casa das Onze Janelas, Belém do Pará, Brasil; Percursos Simulados (2011), Paço das Artes, São Paulo, Brasil; Simulated Pathways (2011), Skalitzer 140, Berlim, Alemanha.

Também participou de residências no Bronx Museum (Nova York), pela Bolsa Iberê Camargo de residências artísticas; China (Sunhoo Creatives in Residency), Berlim (Takt Kunstprojektraum) e Instituto Sacatar, na Bahia.

Contemplada pelo Prêmio Foco Bradesco ArtRio em 2016 com uma residência na Despina, Romy aproveitou a oportunidade para dar continuidade a um projeto sobre o programa nuclear secreto brasileiro, explorando arquivos históricos e materiais de pesquisa durante a sua estadia na cidade do Rio de Janeiro.

Texto curatorial
por Alexandre Sá

Romy Pocztaruk trava a todo tempo um embate ferrenho com a imagem fotográfica e seu devir de apresentação, representação e paradoxal esvaziamento. Tratam-se de imagens insólitas capturadas através de um processo exaustivo de pesquisa, reinvenção e descoberta de uma história natural, humana e em alguns casos, brasileira. O estranho, entendido neste caso, como familiar, é o processo de reconhecimento atroz que tais imagens produzem no espectador; que por sua vez, termina recebendo-as como uma sinfonia memorial perdida ao longo dos tempos e ao longo de tanto sofrimento público. A relação tensionada com o espaço expositivo termina provocando atmosferas e subcamadas irônicas que empalidecem vagarosamente durante a experiência estética, mergulhando em perversidades mútuas (entre a obra e o espectador) e provavelmente explicitando um devir político que sobra como um refluxo de marés. Para esta mostra, a artista nos surpreende e opta por exibir apenas textos, pequenas reportagens, memórias perdidas quase ficcionais (e não menos verdadeiras) de uma história que talvez tenhamos sidos obrigados a esquecer.

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