Trovoa

Trovoa
16.05.2022 - 27.06.2022

O Levante Nacional TROVOA é um coletivo de artistas visuais e curadoras racializadas fundado em 2017 e composto por articuladoras de nove estados do Brasil: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
TROVOA reivindica urgência na discussão sobre o sistema de arte no país, com especial atenção à visibilidade e inserção das artistas não brancas nesse circuito, e ambiciona, enquanto coletivo, evidenciar a produção não hegemônica que deriva de intersecções raciais, passando por indígenas, negras e asiáticas.
No Rio de Janeiro, o grupo tem atualmente cerca de 20 integrantes entre curadoras, pesquisadoras e artistas, que buscam evidenciar sistemas de formação em artes descentralizados, fomentar o desenvolvimento de pesquisa e produção, e criar estratégias de acesso e permanência em espaços que vão de galerias a escolas, feiras, redes sociais, centros culturais e ruas. A coletiva participa do programa de residências do projeto Zum Zum Auê – Coletiva de Coletivos, contemplado pelo FOCA – Programa de Fomento à Cultura Carioca, da Secretaria Municipal de Cultura, Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

Arte: Julia Aiz

Slam das Minas RJ

slam das minas RJ
16.05.2022 - 27.06.2022

O Slam das Minas RJ é um coletivo poético formado em maio de 2017 que possui um saber multidisciplinar (corpo, voz e performance) na produção literária, em especial na poesia falada, e desenvolve projetos nas áreas de educação, cultura, sustentabilidade, arte e comunicação. É uma brincadeira lúdico poética para o desenvolvimento da potência artística de mulheres (sejam heteras, bis, pana, lésbicas, trans) ou pessoas trans (homens trans, pessoas queer, não bináries, agênero). O Slam das Minas RJ busca ser referência na área da literatura e das artes, seja como espaço de produção de poesias numa perspectiva pedagógica, seja para a prática da pesquisa, atuação artística ou desenvolvimento de projetos sociais. O coletivo é independente e atua com a realização de eventos, oficinas e performances poéticas. É autogerido por Débora Ambrósia, Gênesis e Tom Grito. Apresentam-se como poetas Lian Tai, Andrea Bak, Moto Tai, Rejane Barcellos, Gênesis e Tom Grito. Apresentam-se como poetas convidadas Valentine e Aline Alademin. Apresentam-se criando sonoridades as Djs Bieta e Nai Kiese. A coletiva participa do programa de residências do projeto Zum Zum Auê – Coletiva de Coletivos, contemplado pelo FOCA – Programa de Fomento à Cultura Carioca, da Secretaria Municipal de Cultura, Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

Arte: Julia Aiz

Coletiva Ocultas

Coletiva Ocultas
16.05.2022 - 27.06.2022

Corpas em itinerância na encruza carioca, a Coletiva Ocultas teve início em 2015 na extinta Escola de Artes e Tecnologia Oi Kabum!, no Rio de Janeiro, e foi inicialmente formada por alunes egressos da mesma, aglutinando ao longo dos anos artistas de outros espaços e ações pontuais pela cidade. O principal interesse da coletiva está em gerar intervenções sensoriais através de múltiplas linguagens e das relações entre presenças e virtualidades holísticas em rede. Também explora o trânsito entre corpas que em suas práticas e pesquisas vinculam encontros, intervenções espaciais e processos rituais e cênicos como linguagem de trabalho. A coletiva tem interesse especialmente nas linguagens de código, pontos riscados, sinalizações e na ideia de tempo expandido. Composta de corpas não brancas, o guarda-chuva referencial da coletiva parte de perspectivas negras e originárias em simbiose com as tecnologias e com os dispositivos holísticos disponíveis na contemporaneidade, num jogo entre o ancestral, o agora e as possibilidades futurológicas.

A coletiva participa do programa de residências do projeto Zum Zum Auê – Coletiva de Coletivos, contemplado pelo FOCA – Programa de Fomento à Cultura Carioca, da Secretaria Municipal de Cultura, Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

Arte: Julia Aiz

Anarca Filmes

Anarca Filmes
16.05.2022 - 27.06.2022

Anarca Filmes é uma proposição coletiva em cinema e arte contemporânea que existe desde 2014. Influenciadas pelas tensões políticas no Brasil a partir de 2013, as artistes integrantes iniciam suas atividades na cena noturna do Rio de Janeiro e de Recife e na internet, registrando e fomentando movimentos politicamente engajados, além de festas e espaços voltados à produção de impacto social a partir da celebração de vidas LGBTQIA+, sempre em diálogo com uma rede de artistas, ativistas, cineastas, terapeutas, produtoras culturais, pesquisadoras e educadoras de todo o Brasil.
Seus filmes, vídeos, festas e residências artísticas manifestam-se como dispositivos relacionais, que exercitam a coexistência da diferença nos ambientes e lugares que se inserem, criando interlocuções e expandindo temporalidades através do diálogo com as linguagens da performance, instalação, vídeo e internet.
Vencedores do Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Vitória em 2021 por Usina-Desejo Contra Indústria do Medo (dir.: Amanda Seraphico, Clarissa Ribeiro e Lorran Dias, 2021), filme interativo com três finais alternativos, híbrido entre cinema, artes visuais e programação web comissionado pela Pivô para o Programa Satélite: O Assombro dos Trópicos, curado por Victor Gorgulho. Nos últimos anos o coletivo tem desdobrado sua criação artística com o ambiente digital, não só com trabalhos interativos mas também com a venda de obras NFTs, como foi o caso da série The Delirium Anthology (2021), baseada em sete anos de filmografia do coletivo, com GIFs de efeitos, defeitos, artifícios e trechos dos filmes-mundos do coletivo. A série de crypto arte teve lançamento especial na plataforma Tropix com os GIFs: Oracle (2021), Spiral (2021) e Miracle (2021). Suas obras já foram exibidas em festivais e instituições de cinema e artes visuais na Holanda, Portugal, Alemanha, México e diversos estados do Brasil. A coletiva participa do programa de residências do projeto Zum Zum Auê – Coletiva de Coletivos, contemplado pelo FOCA – Programa de Fomento à Cultura Carioca, da Secretaria Municipal de Cultura, Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

Foto: Lucas Affonso
Arte: Julia Aiz

miguel keerveld

miguel keerveld
01.05.2022 - 31.05.2022

Reabrindo a agenda de residências internacionais, e dois anos após o planejado, o artista e curador Surinamês Miguel Keerveld está na área para participar do nosso programa. Durante o mês de maio, Keerveld vai avançar na pesquisa curatorial que visa contextualizar experiências de sua persona performática @tumpiflow, com foco na urbanização social e no que se conhece (e reconhece) como “favela”. Keerveld está especialmente interessado na distribuição de conhecimento e nas atividades sociais enquanto forças políticas.

 

Convocatória ABERTA!!

Programa de Residências Despina 2022/2023
Inscrições abertas para artistas e curadores brasileiros!

Prazo para envio das inscrições: 30.06.2022.

Vagas a partir de julho de 2022.

Para participar e saber mais sobre o programa (custos, processo de seleção, etc), acesse:

Programa de Residências Despina 2022-23

 

wanja kimani

wanja kimani
15.05.2022 - 30.06.2022

Wanja Kimani foi a artista selecionada para o Artists in Residence do Programa Plural, uma realização do British Council Brasil em parceria com a Despina.
Wanja Kimani nasceu no Quênia e vive no Reino Unido. Seu trabalho flui entre performance, filme, texto e materiais têxteis. Movida por histórias sobre pessoas e lugares reais e imaginários, ela se insere em narrativas e usa seu corpo para explorar rituais, objetos e a paisagem rural.
O Artists in Residence é um programa on-line de residências artísticas na área da arte e cultura que tem como objetivo desenvolver ideias, experimentar novas práticas e criar conexões.
As demais artistas selecionadas e suas respectivas organizações brasileiras parceiras, são: Susan Thompson – Instituto Mesa (RJ), Annabel McCourt – Diversa (SP) e Jelly Cleaver – PretaHub (SP).

MAYARA VELOZO

MAYARA VELOZO
14.02.2022 - 22.04.2022

Mayara Velozo vive e mora no morro do Salgueiro, zona norte do Rio de Janeiro. Graduanda em história da arte na UERJ, é agricultora, artista visual e pesquisadora. Atua com performance, fotoperformance, poemas, videoinstalação e, recentemente, com pesquisas escultóricas, têxteis e materiais de construção. Sua poética vem de uma dimensão construtiva e subjetiva de relações familiares, abordando sua casa e lugares de convívio. Fala de construção pessoal e coletiva, do feitio autônomo de sua família em construir e reconstruir sonhos arquitetônicos e de como a natureza pode ser sinalizadora desses acontecimentos. É integrante do coletivo Trovoa, e passou por residencias no MAM Rio, Parque Lage, Paço Imperial entre outros. A artista participa do Programa de Residências Despina de março a abril de 2022.

STEFANIE FERRAZ

STEFANIE FERRAZ
14.02.2022 - 22.04.2022

É graduada em design de produto pelo PUC-Rio (2007-2011). Ferraz é mestre em Belas Artes pela universidade Chelsea College of Arts, Londres (2016), e também mestre em Artes Visuais Media pela Slade School of Fine Art em Londres (2018).

Sua prática artística explora a pintura como meio de contar histórias ambíguas, que passam de excitantes a desconfortáveis rapidamente.

Essa fluidez na percepção da imagem é reforçada pela forma de pintar, ao utilizar quantidades grandes de solvente, a artista propõe uma materialidade aquática, imagens que se dissolvem revelando camadas anteriores do processo.

A pesquisa visual funde uma serie de referências, que vão desde pinturas renascentistas, passando por pornografia digital, oráculos até o carnaval carioca. O corpo e a sexualidade são os assuntos que interconectam todas as referências.

Durante sua participação no Programa de Residências Despina, entre fevereiro e abril de 2022, a artista irá aprofundar sua pesquisa no oráculo do tarô, focando no naipe de copas, que conta a trajetória de um relacionamento conturbado.

Exposições selecionadas incluem: Care Don’t Care no Basis Projektraum, Frankfurt, em 2021, Unlocked no Candid Arts Trust, Londres, em 2020, The Land of No Evil na Galeria Offshoot, Londres, em 2019; e NOMAD #1 Accidents Never Happen, Cluj, 2018.

Marina Lattuca

Marina Lattuca
14.02.2022 - 22.04.2022

Marina Lattuca nasceu no Rio de Janeiro e se utiliza de escrita, pintura, desenho e costura para o desenvolvimento de arquétipos e mitologias próprias. A artista é formada em Jornalismo pela PUC-RJ e foi aluna da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2021, seu conto “Morte ou a iminência do que está prestes a parar de existir” foi selecionado e publicado na coletânea do Prêmio Off Flip. Dentro de sua prática, se dedica a escrever imagens e desenhar textos. Através de uma espécie de autopoiesis, sua pesquisa se concentra na invenção e releitura de novas mitologias e misticismos, tendo como objeto de experimento seu próprio corpo e memórias. Em um processo quase arqueológico, a artista busca estratificar diferentes camadas anímicas, investigando uma a uma. Marina participa do Programa de Residências Despina de fevereiro a abril de 2022.